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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

- O DIálogo

    encontrado no blog de Francisco Vaz Antunes 

Diálogo no inferno entre o contribuinte e o Estado (autor desconhecido)

Contribuinte - Gostava de comprar um carro.

Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte - Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?

Estado - Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)

Contribuinte - Ah. Só isso.

Estado - E uma "coisinha" para o pôr a circular (imposto único de circulação)

Contribuinte - Ah!

Estado - E mais uma coisinha, na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP)

Contribuinte - Mas, sem gasolina, eu não circulo.

Estado - Eu sei.

Contribuinte - Mas eu já pago para circular.

Estado - Claro!

Contribuinte - Então, vai cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado - Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte - Diferente?

Estado - Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte - Porque existe?

Estado - Há muitos milhões de anos, os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.

Contribuinte - Só isso?

Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte - Como assim?

Estado - Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte - Para o estacionar?

Estado - Exacto.

Contribuinte - Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.

Contribuinte - Então, pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado?

Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte - Novo?

Estado - É que, se não for novo, tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?

Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...

Contribuinte - Mais uma coisinha?

Estado - Para circular em auto-estradas

Contribuinte - Mas eu já pago imposto de circulação.

Estado - Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte - Diferente?

Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte - Só mais isso?

Estado - Sim. Só mais isso.

Contribuinte - E acabou?

Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte - Quais 25 euros?

Estado - Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte - Quais 25 euros?

Estado - Os 25 euros é quanto custa.

Contribuinte - Custa o quê?

Estado - Pagar.

Contribuinte - Custa pagar?

Estado - Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte - Pagar custa 25 euros?

Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte - Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado - Imagine que um dia quer... tem que pagar

Contribuinte - Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado - Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte - E se eu não quiser?

Estado - Paga multa.

(autor desconhecido)

Francisco Vaz Antunes

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